quarta-feira, 11 de maio de 2011

Alberto, O Papagaio.

Apesar de eu não ter muita ligação com o papagaio, assim como ele tinha com o meu pai, eu adorava aquele animal. Reguila como tudo, no entanto, demasiado esperto.

Como nós, tinha os seus dias. Um dia apetecia-lhe falar, noutro brincar, noutro ficava quieto, noutro andava ás voltas da gaiola e quando alguém aspirava a casa, era quando ele decidia tomar banho. Porquê? Porque ele sabia que andávamos em limpezas e que mais tarde alguém iria limpar a sujeira que ele fez.

Gostava de festinhas na cabeça, gostava que lhe déssemos fruta, gostava de morder em estranhos e adorava o meu pai.

" Era só um pássaro. Porque hás de estar assim só porque ele morreu? " Quem diz isso, não tem coração algum e a verdade é que ele era mais humano do que certas pessoas que andam aí. Não foi três dias que esteve na minha casa, mas sim durante 20 longos anos. E vê-lo morrer nas nossas mãos e não podermos fazer nada, não é pêra doce.

Foi um bom companheiro.

Estimem e dêem valor aquilo que têm, porque num momento temos tudo e num instante não temos nada.

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